sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008


Acho que não sei nada , ou practicamente nada . Sei que é o amor que nos faz viver, sobreviver. Que é a maior força que existe, a que segura o Mundo na sua órbitra. E isto que sei, quase de cor, foste tu que me ensinaste. Que me guiaste, que me fizeste ver tudo, a essência, o propósito de um mundo. Foste tu, só tu, que me segredaste mil vezes ao ouvido o que era amar, o que era querer, o que era desejar alguém acima da própria vida. Pois agora, é a minha vez de te dizer que foi contigo, só contigo, que percebi o quão valiosa e efémera era a vida, que me tornei gente. Por ti amei, neste lugar. E ninguém precisa de saber como mergulhei neste sonho, neste sítio onde as palavras de nada valem, onde ódio e a solidão não entram, onde só nós vivemos, só nós. Ninguém precisa de saber que te amo, tanto. E mesmo que grite ao mundo tudo o que sinto, só tu me vais ouvir, pois a minha voz é apenas uma ilusão, e o que sentimos é demasiado verdadeiro para tal, para serem só palavras, ou gestos superficiais. Porque sei, que tu estás tão em mim como o meu olhar, que o céu que nos sobrevoa é o mesmo e que o luar que nos aquece a alma está sempre connosco, sempre.

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