foi numa manhã fria , estava a chover . estava a chover como nunca chovera antes . o céu estava a escuro como o breu e ela , sem saber bem porquê começou a percorrer a escura floresta que havia perto de sua casa . começou a olhar cada árvore , a ouvir cada sussuro , a sentir o cheiro de cada flor . começou a desejar , mais que nunca , parar o tempo . deixar de viver e ficar ali mesmo , absorta a tudo o resto . inerte ao mundo , aos outros . imune ao pesado ritmo da vida . agora , que parara durante um bocadinho reparava como estava cansada de tudo . como estava farta da monotona vida que tinha . afinal , não era verdadeiramente feliz . passava os dias tão atarefada e preocupada com os pequenissimos problemas que lhe surgiam dia após dia que se esquecia de viver , de parar um bocadinho para pensar no que queria de facto , no que a fazia de facto feliz . afinal, é tudo tão éfemero , tão frágil . senão aproveitarmos a nossa vida para sermos felizes , quem o fará ?
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
foi numa manhã fria , estava a chover . estava a chover como nunca chovera antes . o céu estava a escuro como o breu e ela , sem saber bem porquê começou a percorrer a escura floresta que havia perto de sua casa . começou a olhar cada árvore , a ouvir cada sussuro , a sentir o cheiro de cada flor . começou a desejar , mais que nunca , parar o tempo . deixar de viver e ficar ali mesmo , absorta a tudo o resto . inerte ao mundo , aos outros . imune ao pesado ritmo da vida . agora , que parara durante um bocadinho reparava como estava cansada de tudo . como estava farta da monotona vida que tinha . afinal , não era verdadeiramente feliz . passava os dias tão atarefada e preocupada com os pequenissimos problemas que lhe surgiam dia após dia que se esquecia de viver , de parar um bocadinho para pensar no que queria de facto , no que a fazia de facto feliz . afinal, é tudo tão éfemero , tão frágil . senão aproveitarmos a nossa vida para sermos felizes , quem o fará ?
domingo, 27 de janeiro de 2008

era tarde , demasiado tarde . a noite espreitava em cada esquina , em cada olhar. as sombras dançavam no chão do meu quarto , alegres por a luz ir embora . a minha querida cidade , que de dia era tão viva , tão cheia , estava agora morta e vazia . só os mendigos percorriam as ruas , escuras e tristes . era tarde , demasiado tarde e as pesadas nuvens no céu denunciavam tudo . a chuva molhara a vida , apagara até o nosso sentimento , as palavras de amor que me tinhas escrito na alma. até os olhares , os beijos , os gestos , tudo . estava tudo perdido . fora , sem mais nem menos ,varrido da nossa memória , do nosso coração , pela chuva .
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
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